terça-feira, 19 de janeiro de 2016

Jiquiá

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Jiquiá
—  Bairro do Brasil  —
Localização do bairro Jiquiá no Recife
Localização do bairro Jiquiá no Recife
Unidade federativaPernambuco
MunicípioRecife
Fonte: Não disponível
Jiquiá é um bairro do Recife, capital do estado de PernambucoBrasil.

História[editar | editar código-fonte]

Em 12 de outubro de 1598 o ouvidor Jorge Camelo demarcou as terras do Jiquiá, onde havia um engenho de açúcar.
O proprietário, o fidalgo madeirense Francisco Berenguer de Andrade, vendeu suas terras a Antônio Fernandes Pessoa. Durante a invasão holandesa, o engenho foi ocupado várias vezes até que, em 1637, Antônio Fernandes Pessoa abandonou a propriedade e fugiu com a família para Ipojuca, ficando o engenho em completo abandono.
Em 1639 Francisco Berenguer de Andrade fundou uma comunidade naquele local. Junto com outros senhores de engenho, ele tomou parte da resistência à invasão dos holandeses.
Após a invasão dos holandeses, o engenho voltou a funcionar, em conjunto com outros da região.
Passou o engenho pela mão de vários proprietários.
Em 1819, o governador Luís do Rego Barreto, objetivando construir uma estrada geral para o centro, até Santo Antão, passando por Jaboatão, determinou o aterro da estrada do Jiquiá.
Em 1835, a extinção dos vínculos e morgados levou a propriedade à decadência.
Um cruzeiro de granito construído no local foi encontrado em 1868, fora do seu pedestal e coberto por uma espessa vegetação. Um dos missionários do povoado, seguido pelo povo, conduziu em procissão o cruzeiro para Afogados e o pôs em frente à Igreja de Nossa Senhora da Paz, sobre um pedestal, onde permanece até hoje, como o único vestígio palpável da existência de Jiquiá como era naquela época.

Zeppelin

Em 1930 o local foi reativado, com a construção da Torre do Zeppelin, uma torre de atracação de dirigíveis. O local ficou conhecido como o Campo do Jiquiá, e o seu entorno voltou a ser habitado, tornando-se um dos bairros do Recife.
Durante a Segunda Guerra Mundial, em 1945, foram construídos paióis com a finalidade de armazenar pólvoras e armamentos e atualmente o espaço abriga construções militares.






quarta-feira, 13 de janeiro de 2016

Apipucos


Por Lúcia Gaspar

Bibliotecária da Fundação Joaquim Nabuco
Apipucos ou Apopucos como se escrevia antigamente é um nome de origem tupi (Apé-Puc), que significa caminho longo, para alguns, caminho que se divide, encruzilhada ou onde os caminhos se encontram, para outros.
Segundo o cronista Pereira da Costa o nome Apipucos aparece em um mapa do período colonial de Pernambuco, assinalando um encontro de dois caminhos que se conjugavam.
Foi exatamente numa encruzilhada em forma de Y - configuração urbana que se conserva até hoje - onde nasceu o povoado.
Pela origem do nome é possível que existisse um povoado indígena na localidade, antes da chegada dos portugueses.

apipucos


As terras onde se situa hoje o bairro de Apipucos foram um desdobramento do antigo engenho São Pantaleão do Monteiro. No final de 1577 parte dessas terras foi subdividida, surgindo o engenho Apipucos, de propriedade do colono Leonardo Pereira. Depois o engenho passou para Dona Jerônima de Almeida e desta para Gaspar de Mendonça, que era seu proprietário em 1630, na época da invasão holandesa.
A localidade sofreu bastante com a invasão holandesa. Em 1645, sua capela foi totalmente saqueada, teve suas imagens quebradas, paramentos, alfaias e móveis destruídos. A povoação também sofreu uma pilhagem completa, tendo os holandeses levado para o engenho de Dona Anna Paes ou Casa Forte, todo o gado, escravos e mercadorias que encontraram.
Com a guerra da Restauração o engenho de Apipucos ficou completamente abandonado, sendo restaurado, no entanto, depois do conflito.
Até o século 18, a paisagem era característica de engenho, mas a partir do século 19, surgiram sítios e chácaras, onde os moradores do centro da cidade passavam os meses de verão. As águas do rio Capibaribe naquela região eram recomendadas para banhos medicinais.
Havia também na época o Hotel de Apipucos, localizado em um casarão que pertenceu depois a Delmiro Gouveia - a Vila Anunciada e onde hoje funciona a Unidade Central da Diretoria de Documentação da Fundação Joaquim Nabuco.
Segundo Gilberto Freyrebanhos de rio pela manhã, à tarde, jogo de cartas, à noite pastoris e danças - assim decorria a vida em Apipucos para a gente sinhá, nos grandes dias dos "passatempos de festas" de recifenses e de famílias vindas de casas-grandes do interior, em Apipucos: no seu hotel e nas suas casas de veraneio.
A procura pelo povoado por causa do clima ameno e dos banhos no Capibaribe levou à melhoria das estradas, sendo instalada no local a primeira companhia de transportes públicos, explorada pelo inglês Thomas Sayle, em 1841, e depois por um morador de Apipucos, Cláudio Dubeux. Eram diligências puxadas por cinco cavalos, com capacidade para aproximadamente 20 passageiros na parte interna e outros na parte de cima.
Em 1849, durante a Revolução Praieira, travou-se em Apipucos um dos maiores combates entre as forças legalistas e revolucionárias.
Em 1900, foi lançado o periódico O Apipucos, órgão de interesse da localidade, mas cuja publicação não passou do primeiro número.
No século 20, o bairro ganhou uma nova configuração urbana: foi escolhido como local de residência pelos ingleses, que introduziram o hábito de construir casarões com jardins e utilizar a água como recurso paisagístico; foi instalada a Fábrica de Tecidos Othon Bezerra de Mello, conhecida como aFábrica da Macaxeira; houve a ocupação dos morros e do loteamento Othon Bezerra de Melo nas margens do açude.
Além de Delmiro Gouveia, Apipucos teve outros moradores ilustres como o pintor Murillo LaGreca, o jornalista Assis Chateaubriand, o historiador Alfredo de Carvalho, a família de Burle Marx, parentes de Demócrito de Souza Filho e o sociólogo Gilberto Freyre, cuja residência conhecida como o Solar de Santo Antônio, hoje abriga a Fundação Gilberto Freyre.
O bairro de Apipucos, situado no norte do Recife e distante cerca de nove quilômetros do centro da cidade, possui 1,2 quilômetros quadrados de área, uma população de mais de 3.000 habitantes e é protegido pela lei municipal 13.975/1979.
Recife, 1º de julho de 2003.
(Atualizado em 20 de agosto de 2009). 
FONTES CONSULTADAS:
ALVES, Cleide. Apipucos. Jornal do Commercio, Recife, 14 fev. 2000. Cidades, p.10.

COSTA, Francisco Augusto Pereira da. Arredores do Recife. 2. ed. autônoma. Apresentação e organização de Leonardo Dantas Silva. Recife: Fundaj, Ed. Massangana, 2001. p. 28-32.

FREYRE, Gilberto. Apipucos: que há num nome? Recife: Fundaj, Ed. Massangana, 1983.

COMO CITAR ESTE TEXTO:

Fonte: GASPAR, Lúcia. Apipucos (bairro, Recife). Pesquisa Escolar Online, Fundação Joaquim Nabuco, Recife. Disponível em: <http://basilio.fundaj.gov.br/pesquisaescolar>. Acesso em: dia  mês ano. Ex: 6 ago. 2009.

Localização: RPA 3, Microrregião: 3.1, Distância do Marco Zero (km)1: 8,87

Área Territorial (hectare)2: 134

População Residente: 3.342 habitantes
População por sexo%
Masculina1.56746,89
Feminina1.77553,11
População por faixa etáriahab%
0 – 4 anos2276,79
5 – 14 anos1.25514,9
15 – 17 anos4054,43
18 – 24  anos1.09513,14
25 – 59 anos3.72649,64
60 anos e mais73111,1
População por cor ou raça3%
Branca31,42
Preta7,09
Parda59,84
Amarela1,44
Indígena0,21
Taxa de Alfabetização da População de 10 anos e mais (%)4 91,0
Taxa Média Geométrica de Crescimento Anual da População (2000/2010): -0,37 %  

Densidade Demográfica (habitante/hectare): 25,01

Domicílios (nº)5  991
  • Média de moradores por domicilio (habitante/domicílio): 3,4
  • Proporção de Mulheres Responsáveis pelo Domicílio (%): 51,26
  • Valor do Rendimento Nominal Médio Mensal dos Domicílios6: R$ 2.162,86




Fonte:http://www.onordeste.com/onordeste/enciclopediaNordeste/index.php?titulo=Apipucos+(bairro,+Recife)+&ltr=a&id_perso=1967

Fonte:http://basilio.fundaj.gov.br/pesquisaescolar/index.php?option=com_content&view=article&id=541


Vista do bairro de Apipucos em 1860. Do lado direito da gravura vê-se o açude de Apipucos. 

Ainda hoje o açude pode ser visto quase em seu formato original, assim como o casario antigo que se vê ao centro da ilustração. Litografia original de Luis Schilappriz
Fonte:http://sitededicas.ne10.uol.com.br/clip_pe2.htm


Fonte:http://www.foieuqtirei.com/2012/09/set-2012-apipucosorigem-wikipedia.html
Foto de Marcelo Gomes



Fonte:http://recifeesquecido.blogspot.com.br/2014/05/apipucos-recife-notar-trilhos-e.html



sexta-feira, 28 de junho de 2013

Mito da Economia do Conhecimento expõe armadilhas do sucesso

Mito da Economia do Conhecimento expõe armadilhas do sucesso: A sociedade ocidental parece sentir necessidade de criar coisas que pareçam importantes, para substituir o ritmo de crescimento econômico que se acreditava sem limites

domingo, 16 de junho de 2013

Afogados

#Afogados
ORIGEM DO NOME - De acordo com o escritor Diogo Lopes Santiago, do século XVII, o nome Afogados teve origem no fato de que muitas pessoas, principalmente negros escravos, morriam por afogamento naquela localidade.
As mortes aconteciam quando, durante a maré alta, as pessoas tentavam atravessar o Riacho Cedro - um braço do Rio Capibaribe que partia da Madalena, passava pela Ilha do retiro, beirava as terras onde hoje fica o bairro e chegava ao Recife Antigo.
Durante a maré baixa, a travessia era tranqüila. Mas, quando a maré enchia o rio se tornava furioso e muitos morriam afogados. Daí, o local foi ficando conhecido como a região dos afogados.
O COMEÇO - As terras onde hoje ficam o bairro de Afogados foram doadas (pelo Donatário Duarte Coelho) a Jerônimo de Albuquerque cujos herdeiros delas foram se desfazendo gradativamente.
A princípio, a área era uma região coberta por mangues. Depois, a vegetação foi dando lugar às edificações que iriam formar aquele núcleo habitacional de grande importância na cidade do Recife.
Em 1737, o Governo construiu naquela área a Ponte de Afogados e mandou fazer um grande aterro que começava no local onde hoje fica o Forte das Cinco Pontas (bairro de São José) e ia até o atual Largo da Paz.
Essa obra ficou conhecida como o Aterro dos Afogados, depois ganhou o nome de Rua Oitenta e Nova e, atualmente, á a área que abriga a Rua Imperial. Por conta desse aterro, a povoação teve grande impulso.
Em meados do século XVIII, a povoação de Afogados já tinha um razoável agrupamento de casas (?de boa construção em estilo flamengo?, como registrou o holandês Arnouldus Montanus, no livro América), um curtume e uma capela.
Em 1785, a capela de Afogados foi transformada em igreja dedicada à Nossa Senhora da Paz. A paróquia do bairro foi criada em 1873.
BATALHAS - Afogados já foi local de algumas batalhas e revoltas que ficaram famosas em Pernambuco. Como o episódio ocorrido a 07/09/1711, quando 400 homens envolvidos na Guerra dos Mascates atacaram um presídio construído ali pelos holandeses e tentaram se apropriar da povoação.
Durante a Campanha Constitucionalista de 1821, também ocorreram lutas ali. Em 1824, mais uma vez Afogados presenciou combates ferozes, quando tropas do Exército Imperial enfrentaram os revoltosos do movimento que ficou conhecido como Confederação do Equador.
Em 1935, durante a chamada Intentona Comunista, novamente o bairro de afogados foi local de lutas.











Fotos copiadas da net. Caso haja propriedade intelectual, por favor comunique que retiramos.

domingo, 12 de maio de 2013

Areias


Areias é um bairro do Recife, Pernambuco. Localiza-se na RPA5 e faz limites com os bairros Estância, Jiquiá, Imbiribeira, Ipsep,Caçote, Ibura, Barro e Jardim São Paulo O bairro de Areias está localizado entre os bairros de Jardim São Paulo e Estância, sendo muitas vezes confundido com este último.
O nome do bairro está relacionado com o tipo de solo (arenoso) predominante no local em que a povoação foi erguida.
Um dos locais mais conhecidos do bairro é a Vila das lavadeiras, onde durante a gestão do governador Agamenon Magalhães (1951/52) foi construído um conjunto de casas populares.
É de Areias uma das mais tradicionais agremiações do carnaval recifense, a Troça Carnavalesca Mista Lavadeiras de Areias, criada em 03/12/1940, tendo como fundadoras: Amara dos Santos, Aide de Albuquerque, Severina de França, Eunice Machado, Jovelina de Anunciação e Lindalva Dantas.
Areias também já abrigou o prédio da Sanbra - Sociedade Algodoeira do Nordeste Brasileiro, criada no Recife a 20 de junho de 1923. No início a indústria centrava-se na negociação de fibras de algodão, mas, ao longo de sua trajetória, investiu nas mais variadas matérias primas visando a extração de óleo comestível. Areias é um bairro residencial mas também é um lugar onde há muito comércio, onde localiza-se os supermercados Hiper Bompreço, Makro, Arco-íris, Todo Dia, entre outros. Também localizam-se no bairro o Mercado de Areias, o Mini Shopping de Areias, Agência dos Correios e o SENAI.

Demografia

Densidade demográfica: 125,16 hab./ha
População por sexo
Masculina 13.573 45,4
Feminina 16.321 54,6

População por faixa etária hab %
0 – 4 anos 1.702 5,69%
5 – 14 anos 4.060 13,58%
15 – 17 anos 1.346 4,5%
18 – 24 anos 3.499 11,7%
25 – 59 anos 15.253 51,04%
60 anos e mais 4.034 13,49%
População por cor ou raça %
Branca 42,28%
Preta 6,15%
Parda 50,81%
Amarela 0,58%
Indígena 0,18%

Mapa destacando o bairro de Areias, em Recife.
Fonte das demais fotos abaixo: Internet.
Ônibus da Vila Cardeal Silva, no bairro de Areias.


Bloco Lavadeiras de Areias.Fonte: FUNDAJ

Estação Edgar Werneck, antes do metrô.

Estação Edgar Werneck, nos tempos da linha férrea.

Galetus na Av Recife.

Prédio da Honda, na Av. Doutor José Rufino, onde se localizava a antiga Sanbra.

Hospital Geral de Areias, antigo PAM, na Av. Recife.

Igreja Presbiteriana de Areias, na Av. José Rufino.

Mercado de Areias, abandonado. Av. Dr. José Rufino, em frente ao Senai.

Mini Shopping de Areias. Av Dr. José Rufino.

Racionalismo Cristão. Av Dr. José Rufino, em frente a Honda.

Prédio da Antiga Sanbra, onde hoje está localizada a Honda, ao lado do Senai.

Senai de Areias.

Senai de Areias.

Areias, vista aérea parcial. Av Dr. José Rufino, em destaque as edificações do Senai, da Honda, o Mercado Público e do Racionalismo Cristão
Para onde vai( ia) este bondinho lotado?